“Insolação”, de Ivan Bunin

Terminei de ler Insolação (Objetiva, 2002), livro de contos do russo Ivan Bunin (1870-1953). Fiquei extasiado com esse Nobel de Literatura, que é tido como o Tchéckhov da Rússia pós-revolução (o que por si dispensa boa parte dos elogios, pelo menos a meu ver).

Pouco aclamado pela grande mídia, Bunin escreve com arrojo,  ironia e lirismo sobre a violência que nos condiciona homens. O autor tem uma versatilidade –  e muito do arrojo de que falei se dá por conta disso –  que permite tanto contos de maior fôlego, quanto contos breves, caceteiros,  de página e meia. Todos eles, enfim, precisos em cada palavra com que esse autor escolhe falar de amor,  melancolia,  ou tardes quentes da Rússia rural.

Excelente leitura. Terminei gratíssimo pela dica dada pelo amigo e escritor Mayrant Gallo.

Abraços.

Dênisson Padilha Filho.