Na terra do Sol, de Lula Oliveira

Cheguei um dia ao cineasta e amigo Lula Oliveira com um argumento de roteiro. Disse a ele que queria sua ajuda pra roteirizá-lo, mas Lula , com seu senso de oportunidade e de aglutinar pessoas, me convidou pra ser roteirista de um projeto seu, já em andamento na época.

Foi assim que entrei em Na terra do Sol (Lula Oliveira, ficção, 35mm, 13min, 2005). Recebi um argumento e uma versão ainda incipiente da história.  Aí fui catando as coisas, os formatos possíveis de se roteirizar. O resto foi criação e  imaginação, falas febris, dores e gemidos em forma de poesia, na voz dos personagens, representações dos quatro últimos sobreviventes e um soldado da Guerra de Canudos.

Alguns anos se passaram, e muitas críticas –  boas e ruins –  e um Prêmio BNB de Melhor Filme de Temática Nordestina depois, resolvi escrever esse pequeno post, que resume sobre meu debùt como roteirista.

Aquele abraço, Lula, e obrigado.

Graças a você, hoje publicam: “O escritor e roteirista Dênisson Padilha Filho…”

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Assembleia Literatura entrevista o escritor Dênisson Padilha Filho

Assista à entrevista completa AQUI.

“Charla”, conto inédito de Dênisson Padilha Filho, na Verbo21

Colt 45, The Peacemaker, 1873

Dizem que Deus criou os fortes e os fracos, e o Colt os igualou. Mas há quem diga também que uma estrovenga dessas de seis tiros só é ameaça na mão de um forte; ou pelo menos quando seu portador não está diante de um. (…)

Mais

MENELAU E OS HOMENS: Demasiado ambíguos – Resenha de Paulo André Correia para a VERBO21

 

Clique no trecho e leia a resenha completa que a VERBO21 publicou sobre Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012).

“Numa conversa virtual com Dênisson, falei desse viés ritualístico e ele falou do confronto entre o ideal helênico de cultura e o ideal judaico. Atentei então para os nomes dos personagens. Menelau, que lembra o ideal grego de herói e Davi, o herói judaico, com a vitória do segundo. Na minha leitura, como já salientei, vi a metáfora da invasão violenta dos valores da dita modernidade urbana. Davi, capturado, deixa o amigo Menelau nas brenhas do sertão por vários dias e percebe que só resta voltar à cidade, deixando a certeza de que na vida não há inocentes, pois como lhe revela a voz intrusa que aparece na narrativa: “os homens não são bicho de confiança” (p. 43). Davi, então, “tomou as rédeas de sua égua monumental, montou e se afastou num galope apressado, afinal, a cidade precisava dele” (p. 43). A hybris (a ambiguidade de que fala o narrador de Calumbi) derrota a aretê (o ideal épico de virtude)”.

Paulo André Correia é Mestre em Literatura pela UEFS. Atualmente leciona na UNEB.

“Menelau e os homens” seguiu pra Feira.

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Amanhã, 8 de maio, 18h, na programação da Celebração das Culturas dos Sertões, Centro de Cultura Amélio Amorim – Feira de Santana, vai haver sessão de autógrafos de Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012) , novo livro de Dênisson Padilha Filho.  A vastidão do Brasil, a solidão, a saudade e a aridez dos homens… tudo lá, nas páginas.

Apareçam para uma boa conversa e para desfrutarem do belo evento.

Um abraço.

Dênisson Padilha Filho.

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MENELAU E OS HOMENS em Feira de Santana

A Celebração das Culturas dos Sertões terá, em sua programação, um espaço dedicado às letras. Na terça-feira, 08, a partir das 18 horas, no Centro de Cultura Amélio Amorim – Feira de Santana, a literatura ambientada nas vastidões do Brasil será exaltada. Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012) novo livro de Dênisson Padilha Filho, estará sendo autografado.

Apareçam para uma boa conversa e para desfrutarem do belo evento.

Um abraço.

O autor.

Fotos do lançamento

Seguem algumas fotos do lançamento de Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012, ficção), que aconteceu ontem (dia 8 de março), no restaurante Grande Sertão, em Salvador.

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