As Baianas

Fico muito à vontade para falar desses colegas escritores e amigos. E do talento deles também. Recomendo fortemente As Baianas (Casarão do Verbo, 2012). Lá estão Lima Trindade, Gustavo Rios, Tom Correia, Mayrant Gallo, Carlos Barbosa e Elieser Cesar.Cada qual com sua verve; todos indispensáveis.

Olha o que saiu no Caderno 2, do A Tarde:

Texto: Marcos Dias

O que é que a baiana tem? Tem vontade de ir no camarote de Daniela custe o que custar, tem. Tem desejo de matar, tem.  Tem hora que se cansa de humilhação, tem. Tem tara de ser chamada de puta, tem. Tem desejo de alimentar sua inquietude, tem. Tem memória de violência doméstica, tem. E muito mais. Dos balangandãs da baiana de Dorival Caymmi às baianas dos escritores Carlos Barbosa, Elieser Cesar, Gustavo Rios, Lima Trindade, Mayrant Gallo e Tom Correia — que  lançam o livro As Baianas sexta, às 19 horas, na Livraria Cultura — muito dendê foi fervido, a ponto de não haver traços da marqueteira baianidade nos  contos.

A ideia do projeto partiu do escritor e jornalista Elieser Cesar, que há três anos leu As Cariocas, de Sérgio Porto, e, tomado pelo escriptível da obra — o fato de poder ser continuadamente escrita pelo leitor —, acreditou que poderia, com outros escritores, oferecer um mosaico da mulher nascida na Bahia sem as imagens-feitas do imaginário brasileiro. Autor do conto A Guerreira da Lapinha, Cesar diz que os escritores convidados partiram de títulos criados por todos e, à maneira de Porto, as personagens foram vinculadas a um bairro, dando origem a narrativas como A Noivinha do Cabula (de Rios), A Putinha da Vitória (de Barbosa) ou A Bonnie dos Barris (Gallo). Continue lendo.

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