O BLOG DO ESCRITOR, NO AR

IMG_0222_PBEstamos iniciando o blog do escritor Dênisson Padilha Filho, onde você vai encontrar indicações de leitura, resenhas, minicontos do autor, assim como trechos de sua obra, notícias e críticas sobre seus livros. A ideia é que o novo blog seja um ambiente para os amantes da literatura se encontrarem ou encontrarem a palavra; seja ela sob a dimensão da boa narrrativa ou sob a dimensão estética. Enfim, um espaço criado para as palavras, para que unidas recriem novos sentidos, e com isso recriem o mundo.

Apareça lá: http://dpadilhafilho.wordpress.com/

Um ano de Menelau e os Homens.

menelau-capa

Como nunca é tarde para a gratidão, então …

Faz pouco mais de um ano que tive meu mais recente livro publicado.

Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012) foi lançado no Restaurante Grande Sertão, em Salvador ( depois Feira de Santana e Itaberaba). Daí pra cá vem sendo bastante lido e, para minha alegria, tenho recebido boa crítica, não só dos leitores, mas de alguns veículos de imprensa. Foram três resenhas,  publicadas pela Verbo21, pelo Jornal A Tarde e pelo Blog de Literatura do iBahiaPor tudo isso, portanto, só tenho a agradecer, não só aos que dão retorno sobre o prazer em ler nosso trabalho e aos veículos que resenharam o livro, mas também a Rosel e Renata Soares, da Editora Casarão do Verbo, pelo belo projeto editorial e por distribuirem Menelau e os homens em todo o Brasil.

Ser também o que é alheio. Resenha de Menelau e os Homens, por Saulo Dourado

Frederic_Remington_-_A_New_Year_on_the_Cimarron_-_Google_Art_Project

              A new year in the cimarron. Óleo sobre tela de Frederic Remington.

Clique no trecho e leia a resenha completa que o  Blog de Literatura do iBahia publicou sobre Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012)

A noção de tempo nas letras é outra e, mesmo quase um ano após o lançamento de um livro, um exemplar pode a nós aparecer como a mais absoluta novidade. É o caso para mim de Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012), de Dênisson Padilha Filho, autor que acompanho por publicações em jornais e internet, sem antes ter-me sentado com um dos seus impressos, já o terceiro na lista que começou em 1999. Este agora que é composto por duas novelas e possui uma atmosférica imagem de cavalos na capa é mais uma manifestação do fascínio máximo do autor, a percorrer literatura e trabalhos acadêmicos seus: os solos do coração do vaqueiro. Nas duas narrativas, homens de rosto firme e pernas separadas por um lombo de cavalo percorrem seus enfrentamentos. E o nosso, enquanto leitor, coloca-se inicialmente pela questão: como sentir o mesmo que vaqueiros se eu não fizer ideia de como é ser um ou se não partilho dos mesmos elementos de realidade?

Saulo Dourado é escritor e professor. Ensina filosofia e publica contos em periódicos e portais. Venceu dois prêmios literários e um edital de criação. Também se envolve com materiais didáticos e com a coleta de provas para os casos que conta, os quais jura ter testemunhado.

Sertão Pretérito

Minhas espáduas denunciam meu sertão pretérito.

Minhas longas botas, parte de mim, sertão até os joelhos.

Meus testículos abarrotados de sementes verdes, sertão que virá.

Meus pés, sertão cansado.

Minhas mãos, silentes, se multiplicam no sertão da alcova.

A música dos meus tormento-minutos, sertão que não se cala.

Na terra do Sol, de Lula Oliveira

Cheguei um dia ao cineasta e amigo Lula Oliveira com um argumento de roteiro. Disse a ele que queria sua ajuda pra roteirizá-lo, mas Lula , com seu senso de oportunidade e de aglutinar pessoas, me convidou pra ser roteirista de um projeto seu, já em andamento na época.

Foi assim que entrei em Na terra do Sol (Lula Oliveira, ficção, 35mm, 13min, 2005). Recebi um argumento e uma versão ainda incipiente da história.  Aí fui catando as coisas, os formatos possíveis de se roteirizar. O resto foi criação e  imaginação, falas febris, dores e gemidos em forma de poesia, na voz dos personagens, representações dos quatro últimos sobreviventes e um soldado da Guerra de Canudos.

Alguns anos se passaram, e muitas críticas –  boas e ruins –  e um Prêmio BNB de Melhor Filme de Temática Nordestina depois, resolvi escrever esse pequeno post, que resume sobre meu debùt como roteirista.

Aquele abraço, Lula, e obrigado.

Graças a você, hoje publicam: “O escritor e roteirista Dênisson Padilha Filho…”

“Charla”, conto inédito de Dênisson Padilha Filho, na Verbo21

Colt 45, The Peacemaker, 1873

Dizem que Deus criou os fortes e os fracos, e o Colt os igualou. Mas há quem diga também que uma estrovenga dessas de seis tiros só é ameaça na mão de um forte; ou pelo menos quando seu portador não está diante de um. (…)

Mais

VASTIDÕES, POEIRA E DEVOÇÕES INFAMES

Image

“…Não iria, portanto, desde sempre sacrificar a memória dos seus olhos — habituados a vastidões, poeira, lajedos e tropeiros passantes — com as coiseirices domésticas da matrona. Desde sempre preferiu que fosse assim; que numa espécie de segregação recíproca a velha se alimentasse de suas paixões e devoções infames, com ele ao longe; e ele seguindo impoluto sem que suas mãos, puras de leite e suor, se contaminassem de valores e práticas menores.”

Trecho da novela Calumbi, que integra o livro Menelau e os homens (Casarão do Verbo, 2012).