Entrevista com Ronaldo, do Grande Sertão

José Ronaldo Teixeira nasceu em Paulo Afonso, Bahia, e é um apaixonado pelo sertão do Brasil. Há 22 anos tem o restaurante Gibão de Couro e há mais de dez anos o Grande Sertão, os dois localizados em Salvador. Ronaldo sempre apoiou eventos culturais relacionados com a temática sertaneja. Entre eles, está o lançamento de Menelau de os homens (Casarão do Verbo, 2012, ficção), que será realizado no dia 8 de março, quinta-feira, às 19h, no restaurante Grande Sertão.

Menelau e os homens: Qual relação do restaurante Grande Sertão com as artes?

Ronaldo: O conceito do restaurante Grande Sertão é de preservação da cultura do sertão de um modo geral, o sertão do Brasil. Então tudo que é ligado à cultura, como a literatura, os poemas, a música, a gastronomia, o artesanato, tudo o que se refere à cultura do sertão é do interesse de nossa casa. Sendo assim, nós não poderíamos deixar de apoiar o lançamento do livro Menelau e os homens, de Dênisson Padilha Filho, que é um sertanejo nato.

M: O restaurante Grande Sertão já realizou ou apoiou algum evento parecido?

R: Já sim. O próprio Dênisson Padilha Filho já lançou um livro no restaurante, Carmina e os vaqueiros do pequi, e foi um grande sucesso de público. Nós trouxemos a gastronomia do sertão da chapada e tenho certeza que com Menelau e os homens não vai ser diferente. Eu sou um apaixonado pelas coisas do sertão e sempre tive a vontade de trazê-lo para perto do mar. O Grande Sertão não é só um bar e restaurante, mas um espaço cultural que apóia lançamento de livros, de discos, shows, enfim, de eventos relacionados à cultura, principalmente sertaneja.

M: Como o Grande Sertão se relaciona com a literatura?

R: O próprio nome já é uma referência à literatura, do livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. A literatura que fala do sertão é muito rica, com Euclides da Cunha e vários outros autores, como o próprio Dênisson. Eu penso que do sertão vem nossas riquezas, nossos valores e nossas matrizes literárias e musicais.

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Uma resposta em “Entrevista com Ronaldo, do Grande Sertão

  1. Fiquei com a certeza de que se houvesse mais dois ou três José Ronaldo e lugares como o Grande Sertão nós teríamos como promover uma vasta revolução literária e cultural na Soterópolis! Eh, pena! No entanto, em vez de seguir lamentando, melhor mesmo é louvar e agradecer a existência de pessoas assim.
    Avante, Menelau!

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